terça-feira, 5 de junho de 2007

Quinta da Lagoalva de Cima - Syrah 2000


A Quinta da Lagoalva de Cima produz, nos melhores anos, seguramente um dos grandes vinhos do Ribatejo e um dos melhores syrah de portugal.

Parece não lhe faltar nada, desde a cor, o aroma, até à boca, está tudo muito bem equilibrado, muito bem desenhado. É um vinho de carácter vincado, muito agradável, que fica na memória de quem o bebe. É daqueles vinhos que não apetece parar de beber, óptimo para acompanhar refeições ligeiras ou médias, ou para simplesmente acompanhar uma boa conversa entre amigos.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Quinta do Valdoeiro – Touriga Nacional 2005


Da região da bairrada, surge mais uma colheita daquele que é considerado como um dos melhores extreme de touriga nacional lançados em 2007. Denso, opaco, de uma cor negra que promete austeridade. O aroma parece estar ainda muito fechado, aliás, não sendo um entendido na matéria, parece-me que este é um vinho que poderá vir a ter um futuro bem mais promissor do que se apresenta hoje. Na boca, confirma uma austeridade agradável, potência e bom volume. É um vinho que quase se mastiga.

Este é um vinho que merece algum tempo de garrafa para ver como evolui, já que aqui o futuro parece promissor.

Excelente vinho para ser provado com outros tourigas, por exemplo, Esporão - Touriga Nacional 2004 e Vale de Lobos - Touriga Nacional 2005, e já agora, para ser provado entre amigos.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

The WineWay


Preconceitos, é o que é. Eu a pensar que os americanos não tinham vinhos que prestassem. Eu a pensar que os vinhos da Califórnia eram uma zurrapa mal enxertada. Eu a pensar: não percebo mesmo nada de vinhos. Não vejo um boi. Ainda bem. Preconceitos neste filme, no way.


segunda-feira, 28 de maio de 2007

Ler Sabores


Aborrecimento muito sério sobre alguns sabores detectados por alguns críticos de vinhos:
granito morno, suor de cavalo, móveis antigos, madeira exótica, animal, aroma a caixa de charutos, feno cortado, textura de cetim, aroma de pedras, pólvora, toque de pau, fósforo queimado, apetrolado, galho seco, notas de talos de couve, aroma telúrico, cheiro a sacristia, couro de boa finura, couro limpo, toque de marroquinaria, etc. etc. Gosto do toque de pau. Com cheiro a sacristia, claro.

"125 vinhos", Alfredo Saramago, editora Assírio & Alvim

Alorna Chardonnay – Reserva – 2006


Hoje, apresentamos o primeiro branco a entrar na nossa santa_GARRAFEIRA.

A acompanhar um prato de peixe, com base de alho francês e courgetes, aconchegados por um puré de batata, foi um digno anfitrião para esta longa noite.

Não sendo um vinho seco, mostrou que, servido à temperatura correcta, acompanha muito bem pratos de peixe, carnes brancas, grelhadas magras, "frutos do mar" bem como saladas com molhos fortes.
Em parceria com o prato da noite, mostrou-se frutado o que lhe confere frescura, com notas suaves de madeira que lhe dão excelente amplitude na boca.

Este é sem dúvida um branco a provar.

Preço: cerca de 9 euros na adega da quinta

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Copo de vidro


PASSOU A EUFORIA. Passou e provavelmente não vai voltar. Lembro-me, lembro-me como se tivesse sido ontem. Copos redondos, quadrados, copos grandes, pequenos, copos de vidro grosso quase inquebrável, de plástico, copos cheios de uma ESPÉCIE DE VINHO que nos alimentava a EUFORIA.


HOJE, passou a euforia, passou a (eu)faria, é um tempo que passa depressa, a voar. A euforia já não mora cá em casa, visita-nos de vez em quando, e ainda bem. Agora é tempo de beber VINHO em copo de vidro, de o olhar, cheirar, provar, partilhar com todos os sentidos, esse grande e velho amigo que é o vinho.

Felizmente, HOJE, nem tudo mudou. As árvores continuam a morrer de pé e nós continuamos a beber vinho, mas agora, em COPO DE VIDRO.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Valle Pradinhos – 2003


Das terras de Trás-os-Montes, surge este vinho, surpreendente pelos seus aromas, pela sua cor uniforme, pelo seu registo a fruta madura muito bem combinada com notas químicas suaves.

Não estará, ainda, na sua melhor afinação, e é já um enorme prazer beber este vinho. Dizem os entendidos que aqui temos vinho para dez anos ou mais. Acho que vale a pena provar e deixar para guarda uma ou duas garrafas.

Preço: no Feira Nova perto de 9 euros.