terça-feira, 9 de outubro de 2007

Parabéns à Casa Cadaval

A santa_GARRAFEIRA dá os parabéns ao vinho Padre Pedro, da Casa Cadaval, por ter sido considerado pelo New York Times o melhor vinho tinto entre os que custam menos de sete euros. Os vinhos a concurso foram Franceses, Espanhóis, da Argentina, Uruguai, Austrália e da Califórnia. Portugal e o ribatejo estão de parabéns.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Casa Burmester – Reserva 2004

De centro opaco, com aroma agradável apresenta notas ligeiras a frutos secos.
Está um vinho aveludado. O descanço na garrafa parece ter feito o seu trabalho de forma correcta "acalmando" ligeiramente os taninos. Frutado, equilibrado, está um vinho "guloso" principalmente se apostar numa parceria com queijos secos ou de cabra.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O que nasce torto já mais se endireita

Imaginem comprar uma garrafa de vinho especial. Imaginem cuidar dela como se fosse um tesouro, tratá-la com todo o carinho, guardá-la para um momento especial.

Imaginem agora que ao chegar esse momento, abrem a garrafa e o vinho está "passado". Qual será o sentimento! O que fazer? Porquê? O que fiz mal?

Nessa hora as perguntas são muitas. As respostas nenhumas, confusas, silêncio.

Tudo nos passa pela cabeça, até a ideia peregrina de voltar a colocar a rolha e dar uma segunda oportunidade ao vinho.

Meus amigos, o que nasce torto já mais se endireita! Acho que nem para cozinhar esse vinho serve dado que só vai perlongar a nossa mágoa.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Periquita Reserva 2004

Este é claramente um upgrade ao Periquita.
Não se apresentando como um vinho memorável está um vinho correcto que soube absorver e integrar a madeira. Deve ser decantado dado que no nariz se sente um ligeiro teor alcoólico. Na boca é um vinho de estrutura média, talvez um pouco adstringente (mais uma boa razão para decantar), servido à temperatura correcta (18º) melhora bastante.
Temos aqui um vinho que "concorre" com alguns Alentejanos de igual para igual.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Tullamore Dew – 12 Anos

Hoje a santa_GARRAFEIRA dedica umas linhas a um grande whisky de malte.
Ilustre embaixador Irlandês, apresenta cor âmbar e algumas notas de laranja. De corpo complexo, apimentado, com madeira bem integrada que nos é avivada no palato. De final rico, suave e longo. Um excelente companheiro para as noites frias de inverno que estão a chegar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Receita

Hoje venho apresentar-vos uma sugestão diferente.

Para alguns esta "receita" pode não ser uma novidade mas para mim foi uma surpresa muito agradável que tive oportunidade de "degustar" graças às minhas amigas Croatas.
Esta "receita" é ideal para tardes ou noites de calor e deve ser consumida em grupo.

Produtos: uma melancia grande e 1 garrafa de vodka, um frigorífico por perto :).

Receita:
1 - Abrir um círculo no topo da melancia
2 - Retirar o "miolo" da melancia
3 - Tirar as grainhas e cortar o "miolo" em pequenos pedaços
4 - Colocar alternadamente a vodka e os pedaços de melancia dentro da melancia vazia
5 - Levar ao frigorífico durante pelo menos 1 hora
6 - Servir em copos largos e altos, pode ser bebido com uma palhinha ou pelo copo. Pode haver necessidade de uma colher de sobremesa

Bom "apetite" :)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

"Estória" verídica

Outro dia morreu um pedaço de mim.
Desde a morte do meu avô que aquela porta não era aberta. Aquele armário fora sempre uma espécie de "caixa de pandora".
Naquele domingo sem saber bem porquê avancei para ele e de mãos trémulas abri a porta. Para meu espanto lá dentro vi que estava uma garrafa de um Porto que ostentava no rótulo a data de 1898.
Fitei-a de alto a baixo e não resisti a pegar nela. Agarrei-a com as duas mãos, toquei-lhe, olhei novamente para ela, tudo aquilo parecia um jogo de sedução.
Num primeiro instante pensei abrir aquela garrafa e deleitar-me com o seu "néctar". Logo de seguida sentia-me impelido a devolve-la ao seu descanço. Hesitei umas poucas de vezes mas num impulso convicto coloquei a garrafa no armário e fechei a porta.
Agora sentia-me seguro. Tinha resistido, era capaz de resistir.
Virei-me, dei dois passos em direcção à televisão quando numa fracção de segundos o soalho pareceu abanar. Um tremor de terra, pensei eu.
Voltei a virar-me, corri para o armário, peguei na chave e abri a porta. Olhei lá para dentro, voltei a fechar a porta e sentei-me no sofá que estava estrategicamente colocado em frente ao armário.
Passaram alguns segundos, vi cair uma gota que rapidamente se transformou num correr contínuo.
Fiquei imóvel. O meu rosto que no início parecia tranquilo, estava agora branco como cal.
Era uma a tragédia!
Andei semanas a pensar naquilo, agora com ajuda do tempo, com menos emoção e mais razão, percebi que não era nenhuma tragédia. Nada nem ninguém é insubstituível.

ESPERO EU! :)