quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quinta da Alorna Reserva Tinto 2007


Fruto do casamento da Touriga Nacional e do Cabernet Sauvignon, nasce este elegante tinto desenhado para a sala de jantar.
No copo, o centro é vermelho carregado passando para tonalidades violeta. Num primeiro momento o aroma é dominado pela Touriga Nacional. Sensações florais misturadas com groselhas. Mais longe, uma pitada de especiaria, resultante do Cabernet Sauvignon, e baunilha, fruto da madeira. Na boca apresenta-se fresco e de estrutura média. Neste momento da sua vida está ainda mais comprido que redondo. Os taninos estão bem vivos e denota alguma acidez que o tempo irá arredondar.
Arrisco a seguinte conclusão: estamos perante um Ribatejano cuidado e afinado, um vinho bem feito, com alguma vida pela frente a um preço excelente.

Bela garrafa e rótulo!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Frase do mês

"Os Vinhos de Portugal? É todo o sol, a luz, a cor e a vida inteira deste maravilhoso País"

Pierre Leroi
(Crítico Literário Francês)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Herdade dos Grous Reserva 2005

Hoje, vou falar-vos de um vinho que é já um ícone Alentejano.
Ao descansar no copo, apresenta um vermelho carregado, tão denso que parece quase negro. No nariz percebemos que estamos perante um festival de aromas, somos levados a viajar por entre flores, frutas e especiarias. Na boca é macio, suave, elegante, fresco e volumoso. Sofreu uma fantástica evolução que lhe confere equilíbrio entre taninos e acidez. Final de boca muito longo e amplo.

Excelente!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Carrascões Sempre!


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Quinta de Roriz Reserva 2004


Hoje, deixo um conselho a todos os apreciadores e aos que ainda não tiveram o prazer de provar este vinho e esta colheita. A garrafeira Wine o'Clock, em Lisboa, está a vender este vinho, que no mercado ronda os 23 euros, por um pouco menos de 14 euros. Acreditem que vale a pena. Vale mesmo a pena!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Barca Velha 1999


Vermelhão intenso, denso e opaco. Aromas complexos, provenientes da fruta, da madeira de elevada qualidade e do descanso em garrafa. No nariz mostra-nos um pouco de tudo, notas a frutos vermelhos maduros, flores, especiarias, bálsamo e como se não bastasse excelentes notas resultantes da evolução em garrafa. A boca é harmoniosa, fruto do casamento perfeito entre álcool e acidez. Final muito longo e fino. Elegância em estado puro. Corpo que impressiona pela sua estrutura e densidade. Ao beber este Barca Velha, percebemos que estamos perante um vinho enorme, com uma longa vida pela frente!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Barca Velha é no "Café Alentejo"!


Caras amigas e amigos, quero partilhar convosco um dos momentos da minha passagem pelo Alentejo. No sábado à noite fomos jantar a Évora, ao restaurante "Café Alentejano", situado junto à famosa Praça do Geraldo. A decoração, de muito bom gosto, resulta da fusão perfeita entre elementos clássicos, típicos e modernos. A luminosidade é muito agradável e as mesas estão bem dispostas no espaço. Apresenta zona de fumadores e não fumadores. As entradas são variadas e a selecção de queijos é muito boa. Os pratos são muito bem confeccionados, bem servidos e os preços muito correctos, cerca de 20 euros por pessoa, entradas, prato, água, pão, tábua de queijos – em vez de sobremesas – e cafés. Um belo local, com um agradável ambiente e uma excelente localização. Para nós esta não seria a melhor surpresa da noite.

Pedimos as entradas, os pratos e a carta de vinhos. O leque de opções é vasto, variado e apresentado de forma organizada. Até aqui nada de mais. Os preços são um pouco mais baratos do que o normal para este género de restaurante. Aqui, é perfeitamente possível beber um vinho de qualidade média sem sentir que estamos a ser "depenados".

A ideia era pedir um "Alentejano" – Em Évora sê Éborense! – pensava eu. Contudo, continuei a "mirar" a carta, queria perceber até onde ia a capacidade deste restaurante me surpreender. "Mirei" para lá, "mirei" para cá, os meus olhos não queriam acreditar no que estavam a ver! Para alguns pode parecer estranho, mas encontrar um restaurante que nos oferece a possibilidade de beber um Barca Velha de 99 por 150 euros não é coisa fácil. Não hesitei um segundo! Confirmei se o preço estava correcto. Depois de confirmar que era mesmo aquele valor, lá pedi a garrafa. Já no copo, revelou-nos porque é considerado um grande, grande vinho Português. Pena foi que a garrafa não tivesse sido aberta um par de horas mais cedo. Muito mais nos revelaria!